terça-feira, 11 de novembro de 2008

Bizarrices

Hj foi um dia que as pessoas bizarras voltaram a aparecer.
Sabe aquele francês de desenho que tem aquele bigode com voltinha pra cima?? EU VI UM DESSE HJ SENTADO DO MEU LADO NO METRÔ!!! Pior que num podia nem olhar pra frente que via o reflexo do sujeito e me dava vontade de rir.
Depois, entrou uma NEUSA, gorda e feia falando no telefone.. gente, juro por deus.. ela falava Ding Dong o tempo todo... e eu rindo né...kkk
Depois entrou a família do cabelo duro Nunca vi..kkk
Nossa senhora viu, tem hora que o povo assusta a gente.. tava quase achando que estava tendo visões..rs.. pensei que o feijao em lata da casa do Pedro tivesse me estragado, mas eles eram todos reais!!
Bom, amanhã é dia de fazer um exposé outra vez.. na aula de frances. Ai é tema livre ou a mulher escolhe pra vc. Pois bem.. eu ia falar do Obama mas acho que nenhum ser humano aguenta mais esse assunto... entao resolvi mudar, mas mudar pra que???
Brasileiro é criativo meu povo!!! Quando num tem, nóis inventa! Escrevi um texto e vou falar ele na aula de amanha.. Segue o texto para a galerinha ler. ( logicamente vou posta-lo em portugues)
A violência é um dos fatores que mais preocupa os governantes mundiais devido a um fator primário: seu aumento assustador em todas as partes do mundo.
Nos dias de hoje, virou rotina ao abrirmos os jornais e a primeira folha estampar noticias como : filho mata pai, pai mata filho, namorado mata namorada, mãe joga filho recém nascido no lixo. Nada mais assusta a ninguém.
Temos todos, momentos de breve espanto e revolta, que em seguida é calado por uma nova notícia que revela uma violência ainda maior.
Em um passado remoto, quando nos deparávamos com esse tipo de notícia, corríamos para nossas casas como que querendo abrigo e proteção. Atualmente, praticamente corremos delas, porque está cada vez maior o numero de atentados cometidos entre família.
A desestruturação familiar atinge hoje números alarmantes em todo o mundo, onde parece que nenhum tipo de sentimento existe, e em seu lugar nasce outra vez a lei da sobrevivência, como nos remotos tempos da pré-história.
Matar ficou fácil. Sair impune por um tempo também.
Quando o mundo pensou que já tinha presenciado todo o tipo de terror com as guerras infindáveis, fomos todos obrigados a ver aviões atingindo prédios e matando centenas de milhares de pessoas em nome sabe-se lá de que ou de quem. Enquanto muitos ainda choravam a dor da perda de seus entes, trens explodiam pela Europa matando mais uma centena de inocentes que simplesmente estavam na hora errada, no trem errado.
As noticias assombram, mas ao invés de fazermos alguma coisa para mudar, acabamos submersos na onda da normalidade. Afinal de contas, tudo ficou muito comum.
A barbárie se estabelece no mundo. Enquanto um menino de 8 anos é julgado nos Estados Unidos por ter matado o pai e um amigo, um outro menino de 6 anos é enterrado no Brasil após ter sido arrastado por mais de 15 km pelas ruas por ladrões que não o viram preso ao cinto de segurança do carro que roubaram.
Enquanto o mundo se chocava com o louco que na Áustria prendeu sua filha por mais de 20 anos no sótão, praticando violências sexuais e tendo filhos com ela, no Brasil assistíamos ainda mais estarrecidos, um pai e uma madrasta serem presos por terem jogado pela janela do 6º andar uma menina de 7 anos, alegando que teria entrado alguém em casa e feito isso.
Pessoas são mortas todos os dias em todas as partes do mundo.
A violência é estampada em todos os jornais para quem quiser ver.
O senso de família, a noção de proteção que sempre aprendemos e sempre tínhamos como certa estão cada dia mais abalados por uma desestruturação que desafia qualquer campo do pensamento filosófico.
O que mais precisa acontecer para que passemos a olhar para dentro de nós, para dentro de nossas casas e para que consigamos aprender a pedir socorro antes que tudo se acabe?
Quantas outras famílias tem que se desmoronar por falta de equilíbrio de alguns? Pessoas não precisam morrer para provarem que a vida tem valor.
A sociedade moderna, o mundo atual pede união e mede forças para quase todos os abalos nacionais e internacionais, mas se esquecem que quando a desordem está dentro de casa, tudo se desestabiliza.
Babás espancam crianças, pais matam filhos, filhos matam pais, e o mundo continua seu caminho tentando evitar um caos financeiro, enquanto o caos familiar está violentamente próximo.
(A.V - 11/11/08)

Um comentário:

tavaresjunior disse...

...nossa Imenda, foi pesado seu texto heim... e ai deu muita polêmica? Pra variar ficou muito bom o texto.

Bjao